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Como o Design Inclusivo tem Mudado as Expectativas do Mercado no Brasil

O mercado brasileiro tem reconhecido o design inclusivo como um fator estratégico e essencial para atrair consumidores de diferentes perfis, além de favorecer a acessibilidade.


Com uma população que valoriza cada vez mais a diversidade e a responsabilidade social das marcas, o design inclusivo reflete uma preocupação em criar produtos e serviços que eliminam barreiras e promovem o uso por todas as pessoas.


Esse movimento envolve desde embalagens de produtos cotidianos até o desenvolvimento de interfaces digitais, passando por adaptações físicas em espaços públicos e lojas.


O Conceito de Design Inclusivo

Design inclusivo é uma abordagem que vai além de adaptar produtos para pessoas com deficiência. Ele se aplica a diversas áreas do design, como a criação de embalagens, interfaces digitais, layouts de espaços físicos e comunicações visuais, sempre considerando uma experiência completa para usuários com diferentes capacidades físicas, cognitivas e culturais.


Esse tipo de design busca formas que possibilitem a maior autonomia possível para todos, sem a necessidade de um público específico se adaptar.


Exemplos Práticos de Design Inclusivo no Brasil


1. Embalagens Acessíveis em Cosméticos e Higiene

No Brasil, marcas que atuam no setor de cosméticos, como a Apoena Kûara, já implementam o uso do Braille em suas embalagens para que pessoas com deficiência visual consigam identificar os produtos.


Além disso, o uso de QR Codes complementa essa acessibilidade, permitindo que informações adicionais sobre o produto sejam lidas por dispositivos móveis. Este tipo de adaptação eleva a autonomia do consumidor, promovendo segurança e comodidade.


2. Contrastes de Cores e Fontes Ampliadas em Rótulos

No setor alimentício, marcas como a Nestlé e Danone adotam contrastes de cores que auxiliam pessoas com baixa visão e utilizam fontes maiores em rótulos de produtos, facilitando a leitura das informações nutricionais.


Este cuidado com a visibilidade no design permite que consumidores com diferentes níveis de visão consigam tomar decisões informadas de forma mais rápida e segura, um fator que vem sendo cada vez mais valorizado pelos brasileiros.


3. Tecnologia Assistiva em Aplicativos Financeiros

Empresas de tecnologia, como bancos e apps financeiros, também vêm inovando para alcançar a inclusão. O Nubank, por exemplo, projeta sua interface digital com elementos que funcionam bem com leitores de tela e permitem navegação facilitada para quem possui deficiência visual.


Configurações ajustáveis para daltonismo e opções de alto contraste possibilitam o uso do aplicativo por um público mais amplo, o que também demonstra uma responsabilidade em relação à acessibilidade digital.


4. Ambientes Físicos com Acessibilidade Ampliada

Redes de supermercados e lojas de departamento no Brasil, como Carrefour e Extra, vêm adotando sinalização tátil e etiquetas em Braille para melhorar a navegação de pessoas com deficiência visual.


A disposição das prateleiras, por exemplo, já considera a acessibilidade para pessoas em cadeiras de rodas, além de contar com rampas de acesso e corredores mais amplos. Esses ajustes físicos tornam o ambiente mais inclusivo e confortável para todos os consumidores.


5. Comunicação Visual Inclusiva

O design inclusivo também se reflete em campanhas publicitárias e embalagens de produtos. Marcas como a Natura têm investido em incluir modelos de diferentes etnias, idades e condições físicas em suas campanhas, promovendo uma comunicação mais representativa.


Isso contribui para a identificação dos consumidores com as marcas, criando uma imagem positiva e conectada com a realidade de uma população diversa.


A Mudança no Comportamento do Consumidor

O consumidor brasileiro tem se tornado mais atento às práticas de responsabilidade social e inclusão nas empresas. De acordo com uma pesquisa do Instituto Ipsos, cerca de 72% dos brasileiros preferem produtos e serviços de empresas que adotam práticas inclusivas, e este número tende a crescer.


O público jovem, especialmente, manifesta essa preferência e aguarda que marcas atuem de forma ética, promovendo a diversidade e a inclusão. A prática de design inclusivo tem gerado um retorno positivo tanto em fidelização quanto em reputação de marca, pois essas empresas se mostram mais alinhadas com os valores e as expectativas dos consumidores atuais.


Oportunidades e Desafios para a Expansão do Design Inclusivo

Apesar dos avanços, algumas barreiras ainda precisam ser superadas para que o design inclusivo se estabeleça amplamente. A falta de profissionais especializados e o custo inicial para implementar mudanças estruturais são fatores que dificultam a adoção em larga escala.


No entanto, iniciativas do governo e de organizações sem fins lucrativos, como o Movimento Web para Todos, têm incentivado a criação de cursos e treinamentos que ampliam a capacitação em acessibilidade. Além disso, o aumento de políticas de incentivo fiscal para empresas que promovem a acessibilidade pode contribuir para o crescimento do design inclusivo no Brasil.


Outras oportunidades incluem a integração do design inclusivo em projetos arquitetônicos, onde profissionais já consideram a acessibilidade desde o início do planejamento. A conscientização dos consumidores e a demanda por um mercado mais inclusivo pressionam empresas a reavaliar seus produtos e serviços, possibilitando que mais marcas se posicionem como promotoras de inclusão e acessibilidade.


O design inclusivo já se consolidou como uma prática essencial para marcas que buscam atender às necessidades e expectativas de um mercado que valoriza a inclusão. No Brasil, ele tem permitido que empresas como a Apoena Kûara desenvolvam produtos que vão além da acessibilidade pontual, proporcionando uma experiência de uso positiva e satisfatória para todos os consumidores.


Além de fortalecer a reputação das marcas, o design inclusivo reforça uma visão de sociedade mais justa e igualitária, onde a diversidade de necessidades é respeitada e celebrada.

 
 
 

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